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Agostinho da SIlva

Os pensamentos de Agostinho da Silva são uma inspiração para muita gente. Este extraordinário filósofo português deixou uma vasta obra em vários campos da reflexão sobre o comportamento e, de uma forma geral, sobre a mudança da sociedade.

A frase que escolhi para servir de inspiração aos nossos alunos, agora que um novo ano letivo se inicia, serve também de mote à apresentação de tão impressionante, e ao mesmo tempo peculiar, personalidade da nossa história recente. Lembro com saudade as horas que passava a ouvir as suas conversas e pequenos debates na televisão. Juntamente com o historiador José Hermano Saraiva e com o documentarista e oceanógrafo Jaques Cousteau, foi uma figura marcante na minha adolescência e juventude.

Agostinho da Silva nasceu no Porto em 1906 e faleceu em Lisboa, com 88 anos, em Abril de 1994. Foi brilhante como estudante, tendo terminado o curso de Filosofia Clássica na Universidade do Porto com nota 20, e fascinante pela simplicidade que aparentava e personalidade forte, livre e intervencionista que impunha.

Chegou a ser professor do ensino secundário em Aveiro até 1935, mas acabou por ser despedido por se recusar a assinar um documento que proibia os funcionários públicos de participarem em organizações secretas. Antes, tinha estudado em Paris e depois estudou em Espanha.

Em 1943 é preso pela polícia política e no ano seguinte vai para a América do Sul estudar e ensinar, passando por Brasil, Uruguai e Argentina, no seguimento da sua oposição ao Estado Novo comandado por Salazar.

Volta a Portugal em 1969, após a morte de Salazar e ao início de alguma abertura política e cultural do regime. Dedica-se, então, ao ensino em várias Universidades, ao trabalho em Institutos relacionados com a sua área e à escrita de livros.

Nunca abdicava de dormir uma sesta, levantava-se às 4 ou 5 da manhã para iniciar o dia de trabalho e, apesar de não ser vegetariano, comia o menos carne possível (como ele próprio dizia)…

(a partir de: wikipédia)

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Ferdinand Marques